Os fotógrafos têm com os seus sacos de fotografia a mesma relação de cumplicidade, acho eu, que as mulheres têm com as malas. Até quando se despejam ambos se descobrem semelhanças: objectos variados, alguns quase inexplicáveis para quem está de fora, saem da bocarra de malas e sacos. No meu caso podem ser pedaços de cordel, molas, rectângulos de plástico branco, um nível de carpinteiro...
Inscrevo-me, por diversas razões, nesta última classe. Tenho mochilas, sacos de ombro e outros, mas tenho sacos de cintura como poucos terão. Enquanto uma mochila é uma das formas mais equilibradas de carregar material, o acesso não é fácil, o que as torna pouco práticas para algumas coisas. Por isso mesmo uso, por vezes, um saco de cintura com uma mochila – que até pode não ter sido concebida para fotografia – para carregar e dividir material.
Equipamento menos usado viaja na mochila, assim como capa de chuva, comida, etc. No saco de cintura carrego a câmara e objectivas mais usadas. É uma forma de estar sempre pronto sem ter de deixar atrás equipamento obrigatório.
A cor desbotada do saco contrasta com a vivacidade do verde da mochila, sugerindo que o saco viu muito uso e a parte superior bem menos. Efectivamente, a solução da mochila, que se fixa no topo, se era brilhante ao tempo, não é, actualmente, a mais confortável ou lógica, dado existirem outras propostas. O Rotation 360 da Think Tank Pro é um passo na boa direcção, mas o saco de cintura rotativo da base não é suficiente para as minhas necessidades, se bem que eu possua uma daquelas mochilas.
O saco Orion AW tem, portanto, sido a minha escolha muitas vezes. Até agora. A mesma equipa que o desenhou quando estava na LowePro criou há algum tempo a gama Speed na Think Tank Photo, e agora reformulou a proposta, criando a série conversível da Speed, que torna mais evidente a dupla função de saco de ombro e de cintura dos três modelos – Speed Demon V2.0, Speed Freak V2.0 e Speed Racer V2.0 – que a integram.
Como saco de ombro o Speed Racer V2.0 é muito confortável, com a vantagem de se poder reduzir o peso no ombro simplesmente usando a alça em conjunto com o cinto, o que faço em algumas alturas. Isso permite transportar o saco lateralmente – um pouco como uma “sling” pendurada na cintura... – com melhor distribuição do peso.
Quando estou a trabalhar, ou mesmo em caminhadas, o saco de cintura é uma forma fácil de aceder a equipamento sem confusões. Confesso que estou tão habituado a trabalhar nessas condições que qualquer outra me parece pouco lógica. Com uma tampa superior que se abre para a frente, deixando-me trocar objectivas rapidamente ou retirar algum acessório, o saco tem ainda um zip na tampa, para acesso à zona central sem necessitar sequer de abrir os resistentes fechos do Speed Racer.
Mais alto do que o velho Orion AW, este saco é grande... pelo que as pessoas devem adquirir um em função do equipamento que têm. No meu caso optei pelo maior porque sabia que ia necessitar dele. Mas neste momento consigo carregar ali o meu kit essencial de trabalho: 100-400mm, 17-40mm, 60mm Macro, câmara, flash 580 EX II, 2 transceivers Phottix Atlas, filtros e acessórios, cabos, baterias extra e algumas coisas mais, deixando ainda espaço livre caso necessite de carregar um segundo flash, por exemplo. E posso mesmo carregar a câmara com a 100-400mm montada, o que não é fácil em muitos sacos que se encontram no mercado.
O meu saco respira qualidade e resistência por todos os lados. E a renovada gama Speed Convertible, para quem pretende um saco com duas opções de transporte, parece ser uma das melhores escolhas do momento. Eu sei que o meu melhor saco de fotografia é, neste momento, o Speed Racer V2.0.
Siga o meu conselho e compre um saco que o acompanhará por muitos anos. Encontra a gama e muitos mais sacos da Think Tank Photo em Portugal em J.Valles. Lda.
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